Taylor Swift

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One Chance Press Conference

Foi há já alguns anos. Assessorando uma grande figura do meio artístico nacional que então dava os primeiros passos em redes sociais, tracei-lhe um plano de progressão de seguidores e interações com fãs. Depois dos primeiros voos a solo, faço-lhes ver que a escada do sucesso social pode ser mais ou menos inclinada consoante o que estejam dispostos a fazer em termos de interação.

Já tracei e desenvolvi este plano com várias figuras públicas. Poucas o aceitaram como se interagir fosse regredir na carreira ou que a denegrisse. Não importa, chegarão aos objectivos uns anos mais tarde, mas em vez de uma legião de fãs têm uma legião de voyeurs. Para eles é igual “que eu sou um artista e um artista tem de se comportar nas redes como tal” (o que quer que isso signifique) e aquilo que querem comparar com a concorrência são os números. Poucas vezes consegui que os olhassem qualitativamente. No caso em que estava a pensar, a figura não quis saber (amigos, amigos, planos sociais à parte). Quando tivemos esta conversa expliquei-lhe que um pequeno gesto faz toda a diferença em termos de retorno. Um agradecimento público, um encontro pessoal, um pequeno vídeo, enfim coisas que não têm quase expressão em custo ou tempo. Taylor Swift veio dar-me razão. Há quatro anos podíamos ter tido, por diversas vezes um retorno proporcional ao que ela teve.  Odeio ter razão antes do tempo (link). E é bem possível que alguns dos que outrora não quiseram descer do pedestal agora me venham falar disto como a última Coca-Cola do deserto. Too late.

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