Sou só eu que penso nisto? #jesuisaningenieur

5

É mais ou menos público que o local onde funcionava a redacção do Charlie Hebdo já tinha sido anteriormente atacado e estava debaixo de protecção policial. Entre as medidas de segurança do local estava a porta principal do andar onde o jornal satírico estava instalado, uma porta blindada,  de acesso por código, similar a tantas portas de segurança que conhecemos.

À medida que os detalhes do ataque foram sendo conhecidos fui solidificando uma teoria antiga em que defendo que os fabricantes destas portas fazem tudo menos o óbvio, deixando indefesas as pessoas que alegadamente tentam proteger. Os mais informados saberão como os terroristas entraram no andar. Pela porta, a tal porta blindada e com código que era suposto resistir a intrusões de qualquer género. Com o código do comando da fechadura a ser digitado por uma colaboradora que, ameaçada com arma de fogo, o digitou e franqueou assim o acesso com os resultados que todos conhecemos.

Estes sistemas de abertura por código deveriam ter um código de “pânico”, uma combinação que quando digitada sinalizasse de forma silenciosa uma tentativa de acesso não autorizado, já para não falar do desencadear de um qualquer processo que encerrasse definitivamente a opção mecânica de abertura. Parece demasiado avançado? Não é. É absolutamente simples, mas é pelas coisas simples que o mundo avança. Tivessem as pessoas tido um pequeno alerta deste género (um miserável LED no interior da porta poderia ter salvo uma dúzia de vidas) e o saldo poderia não ter sido tão avultado.

Liguei há pouco para as três marcas de portas de segurança mais conhecidas do mercado. Perguntei se teriam alguma porta que dispusesse deste mecanismo. A resposta foi negativa (e num dos casos nem perceberam o que queria saber…). É apenas uma linha de código. Aquela linha que define o que é racional do que é estúpido.

 

 

 

Share.

5 Comentários

  1. Ola
    Ha seguramente mais quem tenha pensado nisto. Pelos vistos chama-se “Duress Code”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Duress_code

    A implementacao em multibancos e afins precisaria de uma voltinha extra que era o de dar a impressao que o codigo foi aceite, libertando um saldo =random()*40 ou coisa que o valha para o meliante nao se aperceber da tramoia e retaliar imediatamente.
    Para casos como o do Charlie Hebdo, a pessoa a dar o duress code tem que estar ciente que esta a ajudar os outros em prejuizo proprio. Mesmo despoletando um alarme silencioso, como a porta nao abre, torna-se claro que afinal nao se cooperou com o atacante. Ao menos se a porta abrir talvez haja uma forma de fuga.

  2. Bastava alguém no Charlie ter armas para se defender que a desgraça não tinha passado, pelo menos na escala que passou. Mas enfim, nós gostamos que só os criminosos se possam defender.

Leave A Reply

Social Media Icons Powered by Acurax Social Profile Design Experts