Nuno Markl e o HD formatado

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Shit happens, todos sabemos disto. Mas uma coisa é ser-se distraído, outra é ser-se absurdamente temerário. O Nuno pertence a esta segunda classe de utilizadores, bola para a frente, eterna e imorredoura fé na tecnologia que usamos. Não é a primeira vez que apanha um “calorzinho”, não vai com toda a certeza ser a última.

No passado domingo o meu telefone recebeu uma mensagem dele com o texto “Catástrofes informáticas a acontecer…”. Isso chega para assustar quando acontece com a generalidade dos utilizadores, quando o Nuno usa esta terminologia podem rezar as vossas últimas orações, o caso é mesmo feio. Não era feio. Era horrorosamente feio.

Para tornar curta uma história comprida, o bom do Nuno resolveu fazer um backup de um lote de ficheiros importantes, copiá-los para a Dropbox para de seguida poder formatar um disco de um portátil. Parece simples, o conceito é simples, mas avançou para a formatação sem o mínimo cuidado de verificação de que os ficheiros estavam mesmo salvaguardados. Não estavam.

Só mais tarde, perante a máquina já recuperada, é que percebemos o que tinha corrido mal. De facto o Nuno copiara os ficheiros para a Dropbox. Estavam na pasta correcta. E podem perguntar “Então o que é que pode ter corrido mal? Foi ele que não deu tempo à sincronização de cumprir o seu papel?”. Também pensei isso. É legítimo que assim se raciocine.

Não. Não foi isso. Por alguma razão que para sempre me escapará, a pasta da Dropbox foi retirada da estrutura normal e arrastada para o Desktop. Ora, assim, fora do seu local original, a pasta jamais seria sincronizada de forma automática e a tragédia estava prestes a ser anunciada.

Mas com o Nuno nada é simples… 😉 Quando lhe disse “Não mexas mais nisso que em princípio poder-se-á recuperar muita coisa, ouvi a frase “Oh pá, mas entretanto já estive a tentar instalar um sistema operativo…”. Para quem tenha a mínima noção de como funciona a ocupação de pistas e sectores, isto é a tragédia suprema. Mas como tudo acabou em bem, mesmo com um twist final de Ana Galvão (olá Ana!), o próprio contou a história numa edição de O Homem que mordeu o cão.

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